Não foram poucas as zebras dessa Olimpíada. Se não tivemos um caso como de Ruta Meilutyte, que chegou a Londres com 15 anos como uma completa desconhecida e se sagrou campeã olímpica, foram muitos favoritos nadando mal, campeões mundiais ficando fora de finais e jovens nadadores subindo ao pódio.

Ruta, aliás, foi uma das favoritas que não nadou bem. Campeã olímpica em 2012 e recordista mundial, a lituana não nadou bem e terminou em sétimo.

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Talvez uma das maiores tenha sido a vitória de Dmitry Balandin no 200 peito. O nadador do Cazaquistão não era um desconhecido, tendo ficado em quarto no Mundial de Kazan na prova de 100 peito, além de ter ganhado todas as provas do estilo nos últimos Jogos Asiáticos. Mas estava longe de ser um favorito no 200. Além disso, nadou na raia 8, classificando com o oitavo tempo para a final e provando mais uma vez a máxima de “se você tem uma raia, você tem uma chance).

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Na mesma prova, o campeão olímpico e tricampeão mundial Daniel Gyurta, um dos favoritos ao ouro, não conseguiu passar das eliminatórias, uma das maiores zebras da competição. Outro que não nadou bem foi Marco Koch, atual campeão mundial e que tinha o melhor tempo do ano.

Chegamos a falar de Penny Oleksiak duas vezes antes das Olimpíadas, e confesso que tinha expectativa que chegasse a algum pódio. Mas jamais poderíamos imaginar que a canadense de 16 anos chegaria a 4 medalhas olímpicas, com direito a um ouro com recorde olímpico no 100 livre! Campanha absurda da nadadora, vencendo grandes nomes da prova, e também do 100 borboleta, em que perdeu apenas para Sarah Sjostrom.

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Embora Joseph Schooling fosse medalhista do último Mundial, pouca gente (ou ninguém) apostava nele na prova do 100 borboleta. Se fosse para Phelps ficar sem o ouro, as apostas eram em Chad Le Clos, Laszlo Cseh.. no final, Schooling superou a todos com um tempo fortíssimo, o melhor da prova sem trajes, e os três favoritos empataram em segundo.

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Dentre tantos nomes de peso disputando o 100 livre masculino, certamente Pieter Timmers não estava entre os mais cotados a uma medalha. Sétimo colocado na prova no último Mundial, ele esteve nos Jogos de Londres, onde parou na semifinal. Dessa vez, foi prata, ganhando de nomes como Nathan Adrian, Caeleb Dressel e Cameron McEvoy. Aliás, McEvoy mantém a sina de James Magnussen, que em 2012 fez a melhor marca do mundo na seletiva e não repetiu o tempo nas Olimpíadas. O australiano acabou em sétimo.

Belgian swimmer Pieter Timmers reacts after winning the silver medal at the final of the men's 100m freestyle swimming event at the 2016 Olympic Games in Rio, Wednesday 10 August 2016, in Rio de Janeiro, Brazil. BELGA PHOTO DIRK WAEM

Entre os favoritos que não nadaram bem, Emily Seebohm foi um dos casos mais emblemáticos. Campeã mundial do 100 e 200 costas e muito favorita nas duas provas, a australiana terminou apenas em 7o no 100 costas e ficou nas semifinais do 200 costas. Missy Franklin, campeã das duas provas em Londres, já não teve uma seletiva americana boa, ficando fora do 100 costas no Rio, mas não esperávamos que ela fosse sair daqui sem nenhuma final e fora do revezamento 4×200 livre.

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Cate Campbell bateu o recorde mundial do 100 livre há um mês das Olimpíadas, e em uma prova muito estranha ficou apenas em sexto. Outra recordista mundial que não nadou bem foi Rikke Pedersen, medalhista do 20 0peito nos dois últimos mundiais, ficando apenas em oitavo na prova, bem acima de sua melhor marca.

E o que dizer de Sun Yang fora da final do 1500? Ou Yannick Agnel sem conseguir passar das eliminatórias do 200 livre? Lauren Boyle, uma das favoritas ao pódio nas provas de fundo, não passou para as finais nem do 400 nem do 800 livre.