Quem pode ser bicampeão olímpico no Rio?

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Nos Jogos de Londres, há quatro anos, 21 nadadores subiram ao lugar mais alto do pódio em provas individuais. Foram 10 mulheres e 11 homens que ouviram os hinos olímpicos de seus países ao receber suas medalhas de ouro.

Destes, seja por aposentadorias ou por não conseguir classificação para o Rio, apenas 14 (6 mulheres e 8 homens) terão a chance de repetir seu ouro.  E destes 14, um deles pode atingir um feito inédito: Michael Phelps pode se tornar o primeiro tetracampeão olímpico da história da natação, no 100 borboleta e 200 medley (alias, ele já é o único tricampeão da natação masculina, feito que não pode ser repetido por nenhum nadador no Rio).

FEMININO
Quem pode chegar ao bi
1. Ranomi Kromowidjojo
terá uma tarefa nada fácil de parar as irmãs Campbell, da Austrália, para conseguir o bicampeonato nas provas de 50 e 100 livre. Embora não tenha vencido nenhuma das duas provas nos dois Mundiais disputados desde Londres, Ranomi continua entre as melhores do mundo nas duas provas.

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2. Katie Ledecky é a grande favorita ao ouro no 800 livre, prova que venceu em Londres com apenas 15 anos. Desde então, Ledecky jamais perdeu uma prova de 800 livre – mais do que isso, ela venceu todas as provas internacionais que disputou.

U.S. swimmer Katie Ledecky celebrates after winning the women's 800 freestyle final Aug. 3 during the London 2012 Olympic Games. (CNS photo/Jorge Silva, Reuters) (Aug. 3, 2012) See OLYMPICS-LEDECKY Aug. 3, 2012.

3. Dana Vollmer teve um ciclo olímpico pouco convencional, se afastando das piscinas em 2013 para ter um filho. Ela voltou a treinar em 2015 e conseguiu a vaga olímpica. Nesse período, viu seu recorde mundial feito em Londres ser batido por Sarah Sjostrom, sua principal adversária pelo bicampeonato.

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4. Missy Franklin venceu as duas provas de costas em Londres, mas defenderá seu título apenas no 200, prova em que foi campeã mundial em 2013 e vice em 2015. No 100, não conseguiu se classificar na seletiva americana.

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5. Assim como Ledecky, Ruta Meilutyte chega ao Rio em contexto bem diferente de Londres. Lá, foi a principal zebra da natação, melhorando mais de 2 segundos nas Olimpíadas e saindo de completa desconhecida na natação mundial a campeã olímpica. Dessa vez, chega como recordista mundial e nadadora a ser batida na prova.

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6. Depois de fazer a dobradinha do medley em 2012, vencendo as provas de 200 e 400 em Londres, Ye Shiewen teve um ciclo olímpico que foi no mínimo estranho. Não repetiu o pódio no Mundial de Barcelona, em 2013. Nos Jogos da Ásia, em 2014, voltou a nadar bem, vencendo as duas provas e fazendo marcas fortes. Um ano depois, no Mundial de Kazan, voltou a nadar mal e nem chegou à final do 400 medley. Difícil saber o que esperar dela no Rio.

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Quem não poderá defender seu título
Allison Schmitt, campeã e recordista olímpica do 200 livre, não conseguiu classificação para a prova. Mas, ela estará no Rio para a disputa do 4×200 livre. O caso mais triste é o de Camille Muffat, campeã do 400 livre em Londres, e que morreu em acidente de helicóptero em 2015. A francesa havia anunciado aposentadoria um ano antes.

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Missy Franklin aparece nas duas listas: defenderá seu título no 200 costas, mas não se classificou para a prova do 100 costas, que terá uma campeã inédita – a campeã olímpica de 2004 e 2008, Natalie Coughlin, também não se classificou para o Rio.

Jiao Liuyang, campeã do 200 borboleta em Londres e vice em Pequim, não estará no Rio. Ela sofreu com problemas de gastrite e a última notícia que temos dela é que estava considerando a aposentadoria no ano passado.

E entre as aposentadas, Rebecca Soni abre espaço para uma nova campeã no 200 peito. Ela parou de nadar logo após as Olimpíadas de Londres.

MASCULINO
Quem pode chegar ao bi

7. Em uma prova inesquecível para os brasileiros, Florent Manaudou superou o favorito César Cielo para ficar com o ouro em Londres. Campeão mundial da prova em 2015 com o melhor tempo da história sem trajes, dessa vez chega ao Rio com status de favorito e é forte candidato ao bi.
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8. A história do 100 livre este ano está bem parecida com a de 4 anos atrás: um australiano está com o melhor tempo do ciclo olímpico disparado e é favorito. Em 2012 era James Magnussen, agora é Cameron McEvoy. A história acabou com Nathan Adrian vencendo Magnussen por 1 centésimo. Será que ele consegue repetir o feito?

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9. Parecia que Yannick Agnel não poderia defender o título do 200 livre, depois de ficar em terceiro na seletiva francesa. O caso foi polêmico, com a colocação sendo resultado de uma falha no placar – na verdade, Agnel tinha ficado em segundo. Imbróglios a parte, ele chega ao Rio longe de ser favorito ao bi (seu tempo não está nem no top 20 do mundo esse ano).

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10. Sun Yang steve um ciclo peculiar. Foi o grande nome masculino do Mundial de Barcelona, vencendo o 400, 800 e 1500 livre. Repetiu o título mundial no 400 e 800 mas não apareceu para nadar o 1500, em um dia conturbado em que se envolveu em uma briga no aquecimento e disse estar com problemas cardíacos. Testou positivo no doping, mas o resultado só foi anunciado depois de cumprir a pena. Chega ao Rio como o cara a ser batido nas provas de fundo.

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11*.  Michael Phelps não apenas defenderá seus títulos do 100 borboleta e 200 medley em 2012 como venceu as provas nas últimas 3 Olimpíadas. Pode se tornar o primeiro tetracampeão olímpico da natação e o quinto de todos os esportes. Merece um post a parte.

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12. Chad Le Clos protagonizou um dos momentos mais marcantes dos Jogos de Londres, vencendo Michael Phelps no 200 borboleta por apenas um centésimo. Depois venceu a prova no Mundial de Barcelona e foi prata em Kazan, ambas sem a presença de Phelps. Com a volta do americano, essa é uma das provas mais aguardadas da competição.

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13. Depois de vencer o 100 peito em Londres (com direito a golfinhada irregular na filipina), Cameron van der Burgh venceu foi vice campeão mundial da prova duas vezes. Chega ao Rio com a difícil missão de parar Adam Peaty, recordista mundial e primeiro e único homem a nadar para 57” no 100 peito. Não vai ser fácil.

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14. Daniel Gyurta venceu o 200 peito com recorde mundial em Londres, e viu o recorde ser batido pouco mais de um mês depois dos Jogos, durante um Campeonato no Japão. No ciclo olímpico, venceu a prova no Mundial de 2013 e foi bronze em 2015. Este ano, não está nem no top 20 do mundo em sua prova – mas como duvidar dele.

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Quem não poderá defender seu título
Três americanos não poderão defender seus títulos: Matt Greevers (100 costas), Tyler Clary (200 costas) e Ryan Lochte (400 medley). Os dois primeiros ficaram em terceiros em suas respectivas provas nos Trials dos EUA e estão fora do Rio. Já Ryan Lochte, embora tenha ficado sem vaga no 400 medley (também por ficar em terceiro na seletiva), estará no Rio para a disputa do 200 medley e do revezamento 4×200. 

 

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